História da soldagem

Soldagem TIG



Soldagem TIG (sigla em inglês de Tungsten Inert Gas) é um processo de soldagem a arco elétrico entre um eletrodo não consumível de tungstênio e a poça de fusão com proteção gasosa, sobre a qual faz-se o acréscimo ou não de um metal de adição, normalmente na forma de um arame relativamente fino. O processo também é conhecido em inglês como Gas Tungsten Arc Welding (GTAW).

Artista belga Hubert Minnebo durante um processo de Soldagem TIG

ÍNDICE

[esconder]

  • 1 Desenvolvimento
  • 2 Operação
  • 3 Aplicações
  • 4 Qualidade
  • 5 Vantagens
  • 6 Limitações e Problemas Potenciais
  • 7 Equipamento
  • 8 Notas e referências
  • 9 Ligações externas


DESENVOLVIMENTO

A soldagem tig é um processo de soldagem a arco eletrico entre um eletrodo não consumível de tungtenio e com uma grande proteção gasosa, essa proteção gasosa era o gás hélio(He2). Ela é um solda que surgiu de uma necessidade de disponibilidade de processos eficientes de soldagem para materiais difíceis, como o (alumínio) e (magnésio), principalmente na (indústria aeroespacial) e de (aviação). Assim, com o seu aperfeiçoamento, surgiu um processo de alta qualidade e relativo baixo custo, de uso em aplicações diversas.

Ao decorrer do tempo essa solda se tornou popular, não deixando de ser cara e o gás hélio foi substituido pelo gás argônio como gás de proteção, por ser economicamente mais barato.

A solda tig foi um processo que no ano de 1941 estava completo e ficou conhecido como processo Heliarc ou "tungsten inert gas", abreviado para processo TIG, isto porque o processo utilizava um eletrodo de tungstênio e hélio como gás de proteção. O processo foi "considerado perfeito", quando se começou a utilizar corrente alternada com adição de alta frequência (HF), a partir de onde se conseguia um arco estável que permitia soldar ligas de alumínio e magnésio com perfeição e boa qualidade de solda.

[EDITAR] OPERAÇÃO

O processo manual de soldagem TIG é considerado um dos mais difíceis de todos os processos comuns utilizados pela indústria devido à necessidade de destreza do operador para manter um pequeno arco e prevenir que o eletrodo não encoste com a peça de trabalho. A utilização de duas mãos dificulta ainda mais o processo (uma mão segura a tocha de soldagem, outra, o arame do metal de adição). O Gás de proteção utilizado é o Argônio ou Hélio ou a mistura dos dois.

Observação: Diferentemente dos processos MIG/MAG, não existe soldagem com eletrodo de tungstênio em atmosfera não protetora, ou "gás ativo", logo, não existe o que seja um processo "TAG". A utilização de gás ativo no processo oxidaria antes de qualquer coisa o próprio eletrodo de tungstênio.

Processo TIG

APLICAÇÕES

Largamente utilizado na indústria aeroespacial e de aviação devido à alta qualidade da solda e em indústrias que utilizam materiais não ferrosos. Indicado principalmente para peças pequenas e chapas finas que necessitam de uma soldagem mais precisa.

QUALIDADE

A qualidade do processo TIG é excelente, possui um ótimo acabamento do cordão de solda e excelentes propriedades mecânicas.

Cordão de Solda TIG

VANTAGENS

  • Produz soldas de qualidade superior, geralmente livres de defeitos, ótimas propriedades mecânicas e acabamento.
  • Está livre dos respingos que ocorrem em outros processos a arco;
  • Permite excelente controle na penetração de passes de raiz;
  • Pode produzir excelentes soldagem autógenas (sem adição) a altas velocidades;
  • Permite um controle preciso das variáveis da soldagem;
  • Solda praticamente todos os metais industrialmente utilizados, inclusive metais dissimilares;
  • Permite um controle independente da fonte de calor e do material de adição.
  • O processo pode ser automatizado
  • Solda em todas as posições
  • Pouca geração de fumos

LIMITAÇÕES E PROBLEMAS POTENCIAIS

  • Taxas de deposição inferiores com processos de elétrodos consumíveis;
  • Há necessidade de maior destreza e coordenação do operador em relação ao SMAW e GMAW;
  • Requer soldadores altamente qualificados.
  • É menos econômico que os processos de elétrodos consumíveis para espessuras a 10 mm;
  • Há dificuldade de manter a proteção em ambientes turbulentos;
  • Pode haver inclusões de tungstênio, no caso de haver contato do mesmo com a poça de soldagem;
  • Pode haver contaminação da solda se o metal de adição não for adequadamente protegido;
  • Há baixa tolerância a contaminantes no material de base ou adição;
  • Vazamento no sistema de refrigeração pode causar contaminação ou porosidade (sopro) ou deflexão do arco, como em outros processos;

EQUIPAMENTO

Equipamentos para soldagem manual são basicamente estes:

  • Tocha de soldagem com o eletrodo de tungstênio;
  • Fonte de energia.
  • Gás de proteção

NOTAS E REFERÊNCIAS

  • American Welding Society (2004). Welding Handbook, Welding Processes Part 1. Miami Florida: American Welding Society. ISBN 0-87171-729-8.
  • ASM International (2003). Trends in Welding Research. Materials Park, Ohio: ASM International. ISBN 0-87170-780-2
  • Cary, Howard B. and Scott C. Helzer (2005). Modern Welding Technology. Upper Saddle River, New Jersey: Pearson Education. ISBN 0-13-113029-3.
  • Jeffus, Larry (2002). Welding: Principles and Applications. Thomson Delmar. ISBN 1-4018-1046-2.
  • Lincoln Electric (1994). The Procedure Handbook of Arc Welding. Cleveland: Lincoln Electric. ISBN 99949-25-82-2.
  • Messler, Robert W. (1999). Principles of Welding. Troy, New York: John Wiley & Sons, Inc. ISBN 0-471-25376-6
  • Minnick, William H. (1996). Gas Tungsten Arc Welding handbook. Tinley Park, Illinois: Goodheart-Willcox Company. ISBN 1-56637-206-2.
  • Weman, Klas (2003). Welding processes handbook. New York: CRC Press LLC. ISBN 0-8493-1773-8.

Soldagem a arco elétrico com eletrodo revestido

30-08-2012 18:29Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.(Redirecionado de Eletrodo revestido)Ir para: navegação, pesquisaSoldagem a arco elétrico com eletrodo revestido.

Soldagem a arco elétrico com eletrodo revestido (em Ingles Shielded Metal Arc Welding - SMAW), também conhecida como soldagem manual a arco elétrico (MMA), é um processo manual de soldagem que realizado com o calor de um arco elétrico mantido entre a extremidade de um eletrodo metálico revestido e a peça de trabalho. O calor produzido pelo arco elétrico funde o metal, a alma do eletrodo e seu revestimento de fluxo.[1][2] Os gases produzidos durante a decomposição do revestimento e a escória líquida protegem o metal de solda da contaminação atmosférica durante a solidificação.[3][4] Devido à sua versatilidade de processo e da simplicidade de seu equipamento e operação, a soldagem com eletrodo revestido é um dos mais populares processos de soldagem. O SMAW é amplamente utilizado na construção de estruturas de aço e na fabricação industrial. O processo é principalmente utilizado para soldar ferro e aço (incluindo o aço inoxidável), mas também podem ser soldadas com esse método ligas de níquel, alumínio e cobre.[4][5]

ÍNDICE

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  • 1 História
  • 2 Equipamento
    • 2.1 Eletrodo Revestido
      • 2.1.1 Funções do Revestimento
      • 2.1.2 Tipos de revestimento
    • 2.2 Fonte de energia
  • 3 Referências
  • 4 Ligações externas

[EDITAR] HISTÓRIA

Após a descoberta do arco elétrico em 1800 por Humphry Davy, houve pouco desenvolvimento em solda elétrica até 1880 quando os russos Nikolay Benardos e Stanislav Olszewsky, trabalhando em um laboratório francês, terem desenvolvido um processo de soldagem baseado em um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo de carvão e a peça a ser soldada. Com seus esforços obtiveram a patente britânica em 1885 e norte-americana em 1887. Este foi o início de soldagem de arco de carbono se tornando popular durante a década de 1890 e 1900.[4][6]

Em 1888, o russo Nikolay Slavyanov e americano Charles L. Coffin desenvolveram, independentemente, a soldagem com eletrodo metálico nu. Mais tarde, em 1890 Coffin recebeu a patente americana 428459 por seu método de soldagem utilizando o eletrodo metálico nu.[4] Durante os anos seguintes, a soldagem por arco foi realizada com eletrodos nus, que eram consumidos na poça de fusão e tornavam-se parte do metal de solda. As soldas eram de baixa qualidade devido ao nitrogênio e ao oxigênio na atmosfera formando óxidos e nitretos prejudiciais no metal de solda.[6]

Em 1904, A.P. Strohmenger e Oscar Kjellberg inventaram o primeiro eletrodo revestido. Utilizando uma camada de material argiloso (Cal), cuja função era facilitar a abertura do arco e aumentar sua estabilidade.[6] Logo após, Oscar Kjellberg fundou a ESAB e em 1907, patenteou o processo de soldagem a arco com eletrodo revestido 948764.[4][6]

Em 1912 Strohmenger lançou um eletrodo revestido pesado, mas de custo elevado e complexos métodos de produção que impediram que estes eletrodos ganhassem popularidade.[6] Em 1927, o desenvolvimento de um processo de extrusão reduziu o custo do revestimento de eletrodos, permitindo aos fabricantes produzirem misturas de revestimento mais complexas concebidas para aplicações específicas, melhorando assim muito a qualidade do metal de solda e proporcionando aquilo que muitos consideram o mais significativo avanço na soldagem por arco elétrico.[6] Na década de 1950 os fabricantes introduziram pó de ferro no revestimento, tornando-se possível aumentar a velocidade de soldagem.[4]

[EDITAR] EQUIPAMENTO

O equipamento da soldagem com eletrodo revestido consiste em uma fonte de alimentação constante de energia elétrica e o eletrodo revestido. Também faz parte o porta eletrodo, a garra para o terra os cabos elétricos de soldagem que faz a ligação dos dois a fonte de energia.

[editar] Eletrodo Revestido

Diagrama Soldagem a arco elétrico com eletrodo revestido
1.Revestimento de Fluxo
2.Vareta (Alma)
3.Gás de proteção
4.Poça de fusão
5.Metal base
6.Metal de solda
7.Escória solidificada

O eletrodo revestido é a peça consumível do processo de solda e a mais importante, a escolha do eletrodo correto depende de uma série de fatores, incluindo o material a ser soldado, a posição que a solda irá ser realizada e as propriedades da solda desejada. Eletrodos revestidos para aços carbono consistem em dois elementos: a alma metálica, que tem as funções principais de conduzir a corrente elétrica e fornecer metal de adição para a junta, e o revestimento, uma mistura de metal chamado de fluxo, que emite gases, uma vez que se decompõe para evitar a contaminação da solda.

[editar] Funções do Revestimento

  • Proteção do metal de solda
  • Estabilização do arco
  • Adição de elementos de liga ao metal de solda
  • Direcionamento do arco elétrico
  • Função da escória como agente fluxante
  • Características da posição de soldagem
  • Controle da integridade do metal de solda
  • Propriedades mecânicas específicas do metal de solda
  • Isolamento da alma de aço

[editar] Tipos de revestimento

  • Celulósico
  • Rutílico
  • Básico
  • Alto rendimento

[editar] Fonte de energia

A fonte de energia tem um papel fundamental de gerar uma corrente de energia constante, mesmo tendo variações na distancia do arco e na tensão elétrica. Isto é importante porque a maioria das aplicações são manuais, exigindo destreza do operador ao segurar o porta eletrodo.

REFERÊNCIAS

  1. ↑ Lincoln Electric (1994). The Procedure Handbook of Arc Welding. Cleveland: Lincoln Electric. ISBN 99949-25-82-2.
  2. ↑ Jeffus, Larry (1999). Welding: Principles and Applications. Albany: Thomson Delmar. ISBN 0-8273-8240-5 .
  3. ↑ Weman, Klas (2003). Welding processes handbook. New York: CRC Press LLC. ISBN 0-8493-1773-8 .
  4. a b c d e f Fortes, Cleber; Vaz, Cláudio (07/07/2007). Eletrodos Revestidos OK (PDF) (em português). ESAB. ESAB. Página visitada em 22/12/2010.
  5. ↑ Cary, Howard B. and Scott C. Helzer (2005). Modern Welding Technology. Upper Saddle River, New Jersey: Pearson Education. ISBN 0-13-113029-3.
  6. a b c d e f History of Welding. Welding.com. Página visitada em 29/12/2010.

Ler mais: https://soldasoresdovale.webnode.pt/news/soldagem-a-arco-eletrico-com-eletrodo-revestido/

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